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Viagens no Tempo: 16 Filmes Imperdíveis

Assistir a um bom filme é sempre muito prazeroso. E, eu, particularmente, adoro filmes de ficção cientifica que abordam o tema “viagens no tempo”. Por isto, elaborei esta seleção de filmes que considero imperdíveis. Destaque especial para “A Felicidade Não Se Compra” de 1946, um belíssimo filme.

Casa do Lago (2006)

Mais que um belo romance proibido, Casa do Lago é um longa-metragem que aborda a questão do paradoxo temporal. Keanu Reeves e Sandra Bullock interpretam personagens que vivem em tempos distintos, mas que conseguem se comunicar através de cartas (aquela coisa de pegar papel e caneta, escrever e enviar pelo correio humano, sabe?). Inevitavelmente, o casal se apaixona e sofre pelos contratempos que os impedem de ficarem juntos. 

Os Doze Macacos (1995)

Dirigido pelo mestre da fantasia, do humor e da ficção científica, Terry Gilliam, Os Doze Macacos traz um trio de respeito como protagonistas — Bruce Willis, Madeleine Stowe e Brad Pitt — e apresenta uma das principais obras cinematográficas envolvendo ação e viagem no tempo.

Na trama, acompanhamos o viajante no tempo James Cole (Willis), que volta do futuro para colher algumas informações sobre um vírus mortal que dizimou a maior parte da humanidade. No passado, Cole conhece a psiquiatra Kathryn Railly (Stowe) e é mandado a um hospício, onde conhece Jeffrey Goines (Pitt). A relação do sujeito do futuro com as pessoas do passado acaba gerando uma série de acontecimentos decisivos na vida de cada personagem.

Pitadas de crítica social, direção impecável e uma história muito bem contata, traduzida na tela por meio de belíssimas atuações, fazem de Os Doze Macacos um dos grandes clássicos de ficção científica das últimas décadas. Para complementar tudo o que se vê na tela, a trilha sonora, sob a responsabilidade de Paul Buckmaster, também é belíssima.

O Homem do Futuro (2011)

Wagner Moura mata a pau interpretando não uma nem duas, mas três versões de seu personagem (“Papai?”). Seu João Zero é Marty, George McFly e Biff – arrasa no palco no baile da escola, é zoado em público, altera a linha temporal a seu próprio favor e até mesmo usa uma fantasia de astronauta que lembra muito a roupa anti-radiação usada por Michael J. Fox. A trilha é bem escolhida, brincando sempre com os temas do filme (“Tempo Perdido”, “Creep”, “It’s the End of the World as We Know It”), os efeitos visuais são competentes e, principalmente, nós nos importamos com os personagens e aprendemos a gostar de cada um deles.

O Brasil não tem muita tradição em filmes de gênero e é uma grata surpresa ver uma ficção científica-comédia-romântica tão divertida e bem bolada.

A Felicidade Não se Compra (1946)

Flashbacks também podem ser encarados como filmes de viagem no tempo? Afinal de contas, o clássico favorito natalino do Cinema de Buteco é um grande longa-metragem sobre aquela famosa questão do ‘E se eu tivesse feito tal coisa diferente?

De qualquer maneira, a verdade é que A Felicidade Não se Compra é uma daquelas obras obrigatórias para quem ama cinema. O filme conta o drama de George Bailey (James Stewart), um homem muito bondoso e caridoso, de ótima índole, que vê seus esforços falharem e está prester a cometer suicídio na noite de Natal. Enquanto ele está numa ponte, prestes a se jogar, dois anjos começam a conversar sobre a vida de George e tem início o que é considerado o maior flashback da história do cinema.”

Interestelar (2014)

Interestelar não nos mostra uma viagem no tempo clássica do cinema e literatura como aquela que usa uma máquina do tempo por assim dizer, mas mostra os efeitos reais de uma viagem espacial perto de um horizonte de eventos de um buraco negro em velocidades relativísticas o suficiente para que o tempo de um observador seja diferente o suficiente do observador inercial, e isto obviamente cause um impacto em suas vidas.

O grande mérito do longa-metragem é usar a teoria real como um reforço narrativo, mostrando o envelhecimento dos filhos de Cooper (Matthew McConaughey) enquanto o mesmo tenta salvar a raça humana. Usando a física atual, este é o mais próximo que chegaremos de uma viagem no tempo propriamente dita.”

Efeito Borboleta (2004)

Um filme de cunho bastante reflexivo e com uma atmosfera misteriosa que, ao final, gerou uma obra fascinante de início ao fim.
O desfecho parte da teoria de que “o bater de asas de uma simples borboleta poderia provocar um tufão do outro lado do mundo”, ou seja, pequenos atos podem resultar em imensas consequências. Essa abordagem foi aplicada no filme com imensa genialidade dentro de um roteiro hipotético e emocionante. Um longa capaz de gerar indagações e mexer com a imaginação dos espectadores.”

O Planeta dos Macacos (1968)

Baseado no romance La planète des singes, de de Pierre Boulle, O Planeta dos Macacos apresenta a história de um astronauta norte-americano que vai parar num planeta igual à Terra, mas que é governado por uma raça de macacos falantes que escravizou os seres humanos.

Verdadeiro clássico da literatura e do cinema, não se pode pensar em falar de viagem no tempo sem lembrar dessa aventura épica e aterrorizante.

O Predestinado (2014)

Ethan Hawke estrela esse longa-metragem com cara daquelas bombas que o povo da locadora sempre tentava nos empurrar goela abaixo. Felizmente, se trata de um autêntico representante sci-fi com temática de viagem no tempo e um roteiro recheado de reviravoltas, que apesar de poder soar como previsível, não deixa de acertar positivamente e agradar em cheio quem aprecia esse tipo de história.”

No Limite do Amanhã (2014)

Na esperada e recortada montagem que abre o sci-fi No Limite do Amanhã, descobrimos que, em um futuro não muito distante, a sobrevivência da humanidade na Terra encontra-se ameaçada por uma raça alienígena altamente hostil e implacável que, embora lutando em terreno desconhecido, parece ter alcançado uma inesperada vantagem na disputa pelo domínio do planeta.

Nesse contexto, o major William Cage (Tom Cruise), relações públicas do exército norte-americano, é forçado a se juntar à Força de Defesa Unificada (FDU) para combater uma colônia alienígena sediada em determinada região da Inglaterra, mesmo não tendo qualquer experiência ou treinamento de campo. Assim, poucos minutos após desembarcar no caótico terreno da batalha, Cage é encoberto pelas vísceras corrosivas de um dos miméticos (nome dado pelos homens aos alienígenas) e sofre uma morte violenta – e, ao invés de vermos os créditos finais surgindo aos 15 minutos de projeção, somos levados de volta à manhã do dia anterior, momento em que o protagonista havia acabado de chegar às instalações militares e várias horas antes de embarcar para o massacre que acabara de testemunhar.”

O Exterminador do Futuro (1984)

Há quem diga (eu, inclusive) que O Exterminador do Futuro 2 é o melhor filme da franquia, mas foi em 1984, com o primeiro O Exterminador do Futuro, que tudo começou. Dirigido por James Cameron e roteirizado por ele em parceria com Gale Anne Hurd e William Wisher Jr., o filme consagrou a ascensão de Arnold Schwarzenegger.

O ator austríaco dá vida a um robô exterminador enviado do futuro para matar Sarah Connor (Linda Hamilton). Ela ainda não sabe, mas seu filho (do qual ela ainda nem estava grávida) John Connor será o líder da resistência humana na luta contra as máquinas, no futuro. Assim, os humanos enviam o soldado Kyle Reese para proteger Connor dos perigos do exterminador.

O filme fez enorme sucesso e é, sem dúvida, a atuação mais marcante de seus principais atores — Schwarzenegger e Hamilton. Enquanto ela representaria Sarah Connor ainda mais uma vez no segundo filme da franquia, ele repetiria o papel de exterminador em outras quatro oportunidades até 2015.

Questão de Tempo (2013)

Questão de Tempo começa despretensioso, uma premissa batida e um romance impossível, aí você pensa: “eu já vi esse filme várias vezes!”. Acontece que de repente o filme engendra por caminhos inesperados, levando a espectador a uma profunda reflexão sobre a vida. Uma grata surpresa, e sem dívida um ótimo filme para assistir acompanhado pelos familiares mais íntimos.” 

Primer (2004)

Originalmente formado em matemática, é interessante perceber que o primeiro trabalho de roteiro e direção (e também de atuação) de Shane Carruth fale sobre dois amigos cujo fascínio é a viagem no tempo.

Um complexo filme de estreia, que parte do desequilíbrio naturalmente causado pela história que quer contar (as consequências de uma intervenção no tempo), para causar no espectador um desconforto e um deslocamento que impressionam justamente por convencer, tamanha a aproximação com o real apresentada pela abordagem do diretor.

Não existem efeitos especiais que ilustrem as viagens temporais: é como se a descoberta fosse um quase acidente, com o qual a dupla de engenheiros terá que lidar, sem facilitar o caminho para que o espectador acompanhe o decorrer dos fatos. Veja Primer quantas vezes quiser para perceber que não se trata de entendê-lo mas sim de perceber o que este filme causa em você.

Looper: Assassinos do Futuro (2012)

Looper: Assassinos do Futuro é uma produção ambiciosa e que cumpre bem o seu papel. O tema da viagem no tempo não é o mote principal, sendo apenas um mero detalhe do roteiro, que privilegia mesmo a luta de dois homens (no caso, dois atores interpretando o mesmo personagem) em busca de cumprir seus objetivos e conseguirem paz em um mundo dominado pelo que há de pior. O Joe velho faz o que precisa para conseguir manter viva a esperança de que a sua realidade continue possível, enquanto o Joe atual quer apenas dar um jeito de impedir que coisas ruins aconteçam em um loop infinito.

É uma bela história e uma excelente forma de apresentar de vez o talento do cineasta Rian Johnson.”

Contra o Tempo (2011)

O que você faria se só tivesse oito minutos de vida? Essa é a grande questão do thriller sci-fi Contra o Tempo, produção que pode ser descrita como a mistura da obra do mestre da ficção-científica Phillip K. Dick com a fantasia transformadora de caráter do clássico O Feitiço do Tempo e o clima de tensão de Deja Vu.

A diferença é que além da ausência de Bill Murray e Denzel Washington ou dos replicantes de Blade Runner, a obra do diretor Duncan Jones usa toda a complicação impossível da trama para focar exclusivamente na melhor forma de garantir a atenção do público e mistura os melhores “detalhes” das obras mencionadas, sem deixar de ser criativo e interessante.”

De Volta Para o Futuro (1985)

Em 1985, chegava às telonas o primeiro capítulo de uma das franquias cinematográficas mais populares de todos os tempos, referência máxima quando se fala em filmes com viagens no tempo. Dirigido por Robert Zemeckis e roteirizado pelo diretor junto de Bob Gale, De Volta Para o Futuro trazia Michael J. Fox e Christopher Lloyd nos papéis principais.

No filme, o doutor Emmett Brown (Lloyd) transforma um carro DeLorean DMC-12 em uma máquina do tempo e, junto de seu jovem amigo, Marty McFly (Fox), volta 30 anos no passado. O contato com seus antepassados gera mudanças no presente, então McFly precisa retornar ao passado novamente para consertar tudo.

O filme se tornou o principal clássico da mistura de ficção científica com humor, consagrando seus atores e angariando uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo. Ele rendeu duas continuações, além de desenhos animados, jogos eletrônicos e um lugar especial no panteão máximo da cultura pop.

Feitiço do Tempo (1993)

Outro clássico que mistura viagens no tempo e humor é Feitiço do Tempo, de 1993. Dirigido e roteirizado por Harold Ramis, a obra conta com as atuações de Bill Murray, Andie MacDowell e Chris Elliot, contando com pinceladas de comédia romântica e fantasia.

Aqui não há uma viagem no tempo propriamente dita, mas sim uma espécie de prisão temporal. O repórter Phil Connors (Murray) vai cobrir um evento em uma cidade do interior e fica preso em um único dia. Ao acordar no que deveria ser o dia seguinte, os eventos do dia anterior se repetem por inúmeras vezes.

Não há aqui nenhuma dose de ficção científica, tampouco qualquer tentativa de explicar o acontecido. Contudo, a forma como Connors explora as possibilidades abertas por viver sempre no mesmo dia é o grande destaque da obra, que trabalha muito bem o processo de autoconhecimento do personagem.

 

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