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O SAMBA DE LUTO: MORRE ALMIR GUINETO

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Faleceu nesta sexta-feira, dia 05, aos 70 anos, o cantor e compositor Almir Guineto, um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal, coautor de sucessos como Coisinha do Pai, Lama das Ruas, Corda no Pescoço e Batendo na Palma da Mão. O corpo será velado na quadra do Salgueiro nesta terça-feira, 09, e enterrado no domingo no cemitério de Inhaúma.

O sambista estava internado havia dois meses no Hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tratando uma pneumonia e complicações provocadas pela diabetes. Desde o ano passado, vinha sofrendo com problemas renais, o que o afastou dos shows e aparições públicas.

Nascido no Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio, Almir de Souza Serra era salgueirense histórico, tendo visto, ainda criança, a escola de samba nascer, para, adulto, ser um de seus diretores. Mais tarde, com os compromissos e a fama que seus discos trouxeram, afastou-se do dia a dia da agremiação.

Era irmão de Louro (Lourival de Souza Serra, o caçula da família), a quem antecedeu como mestre de bateria, filho de Iracy, um dos fundadores da escola, e Dona Fia, figura respeitada na estrutura da escola.

A vida profissional de Almir começou na década de 1970, quando ele integrou o grupo de compositores do grupo carnavalesco Cacique de Ramos. Incorporou a sonoridade do banjo com braço de cavaquinho ao samba tocado ali. O parceiro e amigo de verso e copo Zeca Pagodinho tem uma frase famosa que diz: “Banjo no samba só existem dois: Almir Guineto e Arlindo Cruz”.

No Cacique ele iria formar, sob as bênçãos da “madrinha” Beth Carvalho, o Fundo de Quintal, com Bira Presidente, Ubirany, Jorge Aragão, Neoci, Sereno e Sombrinha, no qual ficou por pouco tempo.

Grupo Fundo de Quintal

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Também por um período breve, foi cavaquinhista do grupo dos Originais do Samba, do qual fazia parte o irmão mais velho, Chiquinho (Francisco de Souza Serra).

Como compositor, foi gravado por Zeca, Beth, Alcione, Jovelina Pérola Negra, entre outros intérpretes. Como cantor, lançou LPs com alguma regularidade nos anos 1980 e 1990. Cantava hits de companheiros, como: Insensato destino, Caxambu, Mel na boca, Saco Cheio, Jiboia e Conselho, com tamanha propriedade, que o público acreditava serem composições suas.
Por intermédio das redes sociais, a família do cantor agradeceu pelas orações e o carinho de todos os fãs e admiradores.

 

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