Oito dos Grandes Comediantes Brasileiros

As novas gerações, infelizmente, não conhecem e terão poucas oportunidades de conhecer os grandes humoristas brasileiros que fizeram sucesso nas décadas de 50, 60 e 70. São comediantes que no cinema (principalmente nas chamadas chanchadas da produtora Atlântida), teatro ou televisão adoçavam um pouco da vida dos brasileiros levando-os ao riso com simples trejeitos, cara e bocas, piadas sutis e ingênuas, onde a malícia era subliminar, diferentemente dos atores de hoje que geralmente fazem dos palavrões o mote principal. Pensando nisto, vou falar um pouquinho daqueles que mais sucesso fizeram.

GRANDE OTELO

Pseudônimo de Sebastião Bernardes de Souza Prata foi ator, comediante, cantor e compositor. Grande artista de cassinos cariocas e do Teatro de Revista. Participou de diversos filmes brasileiros de sucesso.

Sua vida teve várias tragédias. Seu pai morreu esfaqueado e sua mãe era alcoólatra. Quando já era um ator consagrado sua mulher se suicidou, logo após matar com veneno o filho de seis anos de idade, que era enteado do ator.

OSCARITO

Nasceu em família circense, vindo para o Brasil com um ano de idade. Estreou no circo aos cinco anos de idade, onde aprendeu a tocar violino, sendo ainda palhaço, trapezista, acrobata e ator.

Estreou no Teatro de Revista em 1932, na peça Calma Gegê que satirizava o ditador Getúlio Vargas, de quem tornou-se amigo. No cinema estreou em Noites Cariocas, de 1935, embora tenha figurado num filme anterior, e foi nesta arte que ganhou enorme popularidade no país. Fez parceria com Grande Otelo em diversos filmes de Chanchada.

Seu nome, no Brasil, era paralelo para os maiores humoristas do cinema, como Charles Chaplin ou Cantinflas.

Foi casado com Margot Louro, com quem teve dois filhos. Já aposentado, tentou imitar em casa seu pulo característico, tendo o acidente vascular que o matou, a 04 de Agosto de 1970.

JOSÉ VASCONCELOS

Estreou profissionalmente no rádio no programa Papel Carbono (1941), onde se tornou célebre por fazer imitações das vozes de outros locutores e artistas.

No cinema estreou em Este Mundo É um Pandeiro (1947). Produziu e atuou no primeiro programa humorístico da televisão brasileira, A Toca do Zé, exibido pela TV Tupi em 1952.

Em 1960, gravou um disco pela Odeon, Eu Sou o Espetáculo, baseado no show de mesmo nome que apresentou por muitos anos em teatros de todo Brasil.

Provavelmente foi o primeiro humorista a vender mais de 100 mil cópias de um LP do gênero. O disco tinha duração de 55 minutos, sendo o mais longo LP de humor já feito no país.

RONALD GOLIAS

Foi alfaiate e funileiro antes de se iniciar na carreira artística, nos anos 1940, fazendo acrobacias aquáticas no grupo Acqualoucos.

Sua carreira se confunde com a criação do rádio e da TV no Brasil. Participou de programas de calouros no rádio, nos anos 1950. Na então famosa Rádio Nacional, conheceu Manoel de Nóbrega (pai de Carlos Alberto da Nóbrega) ator e diretor do programa de humor “A Praça da Alegria” na hoje extinta TV Tupi, em São Paulo. Impressionado com o talento de Golias para fazer rir e criar situações divertidas, Manoel resolveu contratá-lo para atuar também na televisão.

Estreou como comediante na telinha em 1956, no programa comandado por Nóbrega. Foi quando lançou o personagem que se tornaria uma de suas marcas registradas: Pacífico, famoso pelo bordão “ô Cride, fala pra mãe…”, que jamais perdeu a atualidade – tanto, que foi relançado em 1990, no programa “A Praça é Nossa”, da rede paulista SBT. Nessa emissora, imortalizou personagens novos e antigos, como Pacífico, Bronco, Professor Bartolomeu Guimarães, Isolda e Profeta, e também fez o programa “Escolinha do Golias”, atuando ao lado de sua grande amiga Nair Bello e Carlos Alberto de Nóbrega.

Em 1967 estreou seu personagem mais famoso, Carlos Bronco Dinossauro, da série humorística “A Família Trapo”, na TV Record. Foi um dos maiores sucessos da televisão brasileira – e Golias era seu ator mais popular. Contracenava com Otelo Zeloni, Jô Soares, Renata Fronzi, Ricardo Côrte Real e Cidinha Campos.

WALTER D’AVILA

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foi um famoso humorista brasileiro, conhecido por suas diversas atuações, entre elas em “A Praça da Alegria” e “A Escolinha do Professor Raimundo”.

Começou no circo ainda criança, seguindo a carreira da irmã mais velha, também uma comediante. Iniciaram a carreira artística como na Sociedade Amadores Carnavalesca Passa Fome e Anda Gordo. O nome da entidade já era o prenúncio da carreira de comediante que ambos iriam abraçar mais tarde. Depois, conseguiram um contrato na Rádio Gaúcha, Walter como comediante e Ema como cantora de música popular.

A convite de Jardel Jércolis passaram a integrar sua companhia de teatro, no Rio de Janeiro. Walter foi aproveitado apenas como ponto, mas aceitou o trabalho com humildade, pois assim poderia continuar sem teatro. Passado algum tempo, Alda Garrido convidou-os para uma temporada em São Paulo.

Entrou para o rádio em 1932 e para a TV em 1957. Ainda no rádio, nos anos 1950, na Escolinha do Professor Raimundo, criou o Seu Baltazar da Rocha, personagem que o acompanhou até o fim da vida. O personagem interpretado por Walter conquistou um grande êxito de público e ele passou a ser o primeiro cômico da Companhia.

No início da década de 60, o humorista já era uma figura popular, atuando nos programas mais importantes das emissoras de televisão do Rio e São Paulo.

EMA D’ÁVILA

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Atriz e comediante brasileira talentosa no teatro. No cinema atuou em filmes do período da chanchada. Na televisão, participou de programas humorísticos e telenovelas. Era irmã do comediante Walter D’Ávila.

TUTUCA

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Ganhou o apelido na infância e começou a carreira na década de 50, e sempre fez humor. No rádio e na TV participou do programa Balança Mas Não Cai, no quadro Clementino e Dona Julieta (1968), vivendo um faxineiro sempre de olho na mulherada, criou o bordão “Ah se ela me desse bola…”.

Trabalhou em várias emissoras e em programas como Apertura, Reapertura, A Praça é Nossa, Zorra Total e Sob Nova Direção. Fez sucesso com a comédia O Marido Virgem, viajando em turnê pelo Brasil. Tornou célebre o bordão “Xiiiiiíííííííí…”

ZÉ TRINDADE

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Grande comediante, ator e músico, que ficou famoso pelos seus jargões como “Mulheres, cheguei!”, “Meu negócio é mulher” e “Minha Jujuba!”, entre diversas outras, conhecido artisticamente como Zé Trindade, nasceu como Milton da Silva Bittencourt, na cidade de Salvador, Bahia, no dia 18 de abril de 1915, em meio a um drama familiar. Seu pai era um homem boêmio, herdeiro de uma rica e tradicional família baiana que acabou sendo deserdado pela sua mãe ao saber que casara com uma mulher muito pobre de apenas treze anos de idade que a família não aprovava.

Milton era um garoto muito engraçado, com um grande talento para a poesia, assim como gostava de ficar divertindo os hóspedes com suas piadas, recitando seus poemas e letras de músicas.

Em 1945, saiu de Salvador e veio com sua família para o Rio de Janeiro para integrar o elenco de artistas da Rádio Mayrink Veiga, onde fez sucesso por diversos anos chegando a ganhar o prêmio de Melhor Cômico.

Em 1947, fez a sua primeira participação no cinema com o filme “O Malandro e a Grã-Fina”, uma comédia musical sob a direção de Luiz de Barros, com roteiro e argumento de Henrique Pongetti e que fez sua estreia em São Paulo em 1948, e onde Zé aparecia como um dos detentos atrás das grades numa chefatura de polícia.

 

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